Insensatez

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Insensatez

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Por que vida minha, essa dor tão cruel me persegue?

Me ataca, me arrasta, me dilacera e me prende

E se desencadeia formando um elo de senões

E me entristece. E me empurra para o abismo

Alimentando em mim somente ilusões

Como se fosse eu um objeto, maldiçoes!

 

E me enraivece! Ó meu Deus, que sadismo!

Estou sempre ouvindo e, somente sermões

Que o meu ser, tu não vês? Não entende

Pois quase tudo ele não compreende

Também pudera, tanta maldade

 

 

Prolifera nesta imensa cidade

Criando raízes que se estendem

Cada vez mais, oh, por que crueldade?

Esvaiu com o tempo minha mocidade

 

E isso me enternece e me causa rancor

Porque vejo que não mais existe amor

Neste mundo de pedra, mosaico e granito

Floresta humana, capital do Infinito

 

E não venha negar, oh retalho de gente

O repudio que sente este pobre inocente

 

 

Poesia: Insensatez

Autor: José Guimarães


 

  Article Info
Created: Dec 29 2011 at 06:46:10 AM
Updated: Dec 29 2011 at 06:46:10 AM
Category: Arts & Humanities
Language: Portugese

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