Expressões que o revisor de textos vai cortar

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Expressões que o revisor de textos vai cortar

Cuidado com tais erros!

  • "A nível de..." Apesar de ser uma das preferidas de todo tipo de gente que quer falar bonito, a expressão não existe na língua portuguesa. Só use nível em sentido próprio: nível do mar, nível da água na represa.
  • "Ele não se encontra no momento." Quem fala corretamente o idioma pode acreditar que a pessoa em questão está sofrendo das faculdades mentais, perdido em si. Dizer simplesmente que "ele não está" pode evitar esses mal-entendidos.
  • "No sentido de facilitar as coisas." Melhor mesmo não complicar. Diga simplesmente: "Para facilitar..." - faz muito mais sentido.
  • "Enquanto mulher, não me sinto discriminada." O fator de discriminação deve ser o mau emprego da conjunção "enquanto", que só tem conotação temporal. Melhor dizer: "Como mulher..."
  • "Não lhe entendi", "há quanto tempo não lhe vejo!" Entender, ver e todos os verbos que pedem complemento direto não combinam com pronomes oblíquos. O certo é: "Não o entendi", "não a vejo" etc.
  • "Vamos se encontrar." Impossível. A primeira pessoa do plural (nós vamos) nunca se encontra com a terceira do singular (se). Diga-se: "Vamos nos encontrar".
  • "Entre ele e eu não há problemas." Engano! O problema, grave, por sinal, é que a forma correta é: "Entre ele e mim".
  • "Exmo. sr., em resposta à vossa carta..." O "Exmo. sr." é uma terceira pessoa do singular, que, apesar de muito importante, não aceita o imponente "vossa", destinado à segunda pessoa do plural. Escreve-se: "Em resposta a sua carta".
  • "Se você ver ele", "quando eu propor", "se lhe convir", "se nós determos a inflação" etc. O correto é: "Se você o vir", "quando eu propuser", "se lhe convier", "se nós detivermos a inflação". Nem sempre é fácil, mas tem que saber.
  • "Houveram muitos presentes". Ausente, no caso, é a concordância. Quando significa existir, o verbo haver é impessoal e não declina. Diz-se: "Houve muitos presentes".
  • "Não se ouve queixas." Mas deveriam se ouvir. Esta é uma voz passiva sintética, que equivale a "queixas não são ouvidas". O certo, portanto, é: "Não se ouvem queixas", assim como "não se aceitam propinas", "vendem-se apartamentos".
  Article Info
Created: Jun 1 2011 at 06:23:00 AM
Updated: Jun 1 2011 at 06:23:55 AM
Category: Distance Learning
Language: Portugese

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